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Aspectos Da Legitimidade no Conselheiro Deliberativo da S. E. Palmeiras
Qui, 18 de Março de 2010
            Desde que nos tornamos sócios , passamos  a ouvir  e a ver muitas coisas  que parecem por  em xeque a legitimidade do Conselho Deliberativo do Palmeiras . À  parte os relatos que carecem d...
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PALMEIRAS B ($$$)
Sex, 26 de Março de 2010
Amigo Palmeirense, você sabe responder quantos jogadores o Palmeiras B ($$$)  revelou para a equipe principal nestes últimos anos? Caso sua resposta tenha sido nenhum, parabéns, você acertou. O Palmei...
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PALMEIRAS B ($$$) PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre Machado   
Sex, 26 de Março de 2010 16:24
Amigo Palmeirense, você sabe responder quantos jogadores o Palmeiras B ($$$)  revelou para a equipe principal nestes últimos anos? Caso sua resposta tenha sido nenhum, parabéns, você acertou.

O Palmeiras B ($$$) foi fundado em 2000 (gestão do Mumu) para ser a equipe reserva oficial da Sociedade Esportiva Palmeiras. Inspirados pelo modelo espanhol – no qual os grandes clubes como Barcelona e Real Madrid têm suas equipes secundárias participando das divisões inferiores da Liga – a diretoria do Palmeiras inscreveu naquele ano o Palmeiras B ($$$) na Série B2 do Campeonato Paulista (quinta divisão na época, sem equivalência atual) onde, apoiado pela boa estrutura do time principal, o time fez uma excelente campanha, sendo vice-campeão do torneio e conseguindo a promoção para a Série B1 (atual Segunda Divisão).

Desde então nosso time “reserva” conseguiu ascender as outras séries do Campeonato Paulista (A3 e A2), não chegando a Série A1 em razão da existência do time principal.

Em 2007 (Presidente Afonso) a  equipe ficou seis jogos sem vencer no começo da Série A2. No total, foram apenas cinco vitórias em 19 jogos e uma modestíssima 17ª colocação, que rendeu ao clube seu primeiro e por enquanto único rebaixamento.

De volta à Série A3 em 2008, a equipe fez uma participação modesta, terminando em 15º lugar, com seis vitórias em 19 jogos. Em 2009 (Presidente Professor), mais uma vez na A3, o time chegou a ser ameaçado pelo rebaixamento, mas reagiu na reta final e chegou à última rodada lutando por uma vaga entre as oito que estariam na segunda fase. Uma derrota para o Penapolense (é esse o nome – da cidade de Penápolis) colocou fim ao sonho do Palmeiras B ($$$), que ficou na 11ª posição, com direito de participar novamente da Série A3 de  2010 (quase caiu para a Série B, que equivale a grosso modo a 4ª Divisão Paulista).

Uma das “promessas” da nova diretoria, conhecida como Muda Palmeiras, esbravejava aos quatro cantos, obviamente antes de assumir o poder, que o Palmeiras B não tinha razão de existir, já que não trazia benefício algum ao clube, não revelava jogadores e ainda inflingia gastos aos cofres da entidade. Diziam que uma de suas prioridades seria o encerramento desta equipe, tratada até como “ Caixa Dois” das administrações anteriores.

Pois muito bem, o Palmeiras B ($$$) continua firme e forte, porém seus resultados dentro de campo pioraram muito. (2008/2009).

Fico a vontade em escrever sobre o tema, pois por diversas vezes atuei como Árbitro principal (1997 a 2005) nas séries (B2, B1, A3 e A2), e posso dizer com toda certeza que se tratam de séries extremamente deficitárias.

Desta forma, é inexplicável como uma equipe B ($$$) de nossa gloriosa Sociedade, que se aproveita de toda a estrutura existente no futebol principal, não consegue em 10 anos de existência revelar sequer um jogador de boa qualidade, ou até mesmo trazer lucros aos cofres do Alviverde.

Novamente pergunto. Qual o motivo de sua existência? Responda quem puder.

Já que boa parte nossos eméritos Conselheiros são omissos, conclamo ao nobre Presidente Economista e seus asseclas que expliquem detalhadamente acerca do tema, de forma transparente. Sugiro ainda, visando estabelecer credibilidade sobre o Palmeiras B ($$$), que divulguem a lista de jogadores que já atuaram no time, para quem foram vendidos ou emprestados. E o principal, que seja de conhecimento de todos quem eram seus procuradores/agentes.

Quem sabe, agindo desta maneira, o Senhor consiga inicialmente fazer cessar o caráter misterioso que envolve sua gestão nos mais variados assuntos internos do clube.  Explicar de forma clara a realidade do Palmeiras B ($$$) é mais do que um bom começo, é obrigação.

Muda Palmeiras, mas muda de verdade.

Alexandre Machado

Formigão.
Última atualização em Sex, 26 de Março de 2010 16:33
 
Aspectos Da Legitimidade no Conselheiro Deliberativo da S. E. Palmeiras PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ricardo Labbate   
Qui, 18 de Março de 2010 00:08
            Desde que nos tornamos sócios , passamos  a ouvir  e a ver muitas coisas  que parecem por  em xeque a legitimidade do Conselho Deliberativo do Palmeiras . À  parte os relatos que carecem de qualquer comprovação e as fofocas , também  tema de nossa última coluna  , fala-se abertamente que o referido conselho é composto por " feudos", isto é , grupos sociais que constituem  unidades  praticamente " fechadas ", blocos coesos, quase monolíticos , onde  pessoas votam como caminha um  rebanho  e quase sempre de forma automática, isto é , seguindo sempre um mesmo líder e/ou votando sempre contra as mesmas pessoas , não importando muito o mérito do que está sendo votado nem as razões objetivas e passíveis de verificação ,  que pudessem justificar esta ou aquela posição .
 
           Não que tais razões não possam existir ou não existam  , mas quase sempre são apenas um " tempero" inteligente  e um "  verniz intelectual " , para disfarçar algo que lhes é anterior , a saber : vota-se mais por banalidades como parentesco, amizade, companheirismo , interesses comerciais, retribuição de favores , facilidades socias diversas, simpatias e antipatias  gratuitas , afinidades  pessoais  de caráter subjetivo , mera  admiração pessoal  e , não se espante o leitor, até por " inércia" : quando a pessoa, como se diz, faz algo " por fazer" ; no caso ,  votando , " por votar ", algo do gênero " ah....sempre votei com esses caras, vou continuar votando " ou " já votava neles, eles sabem que eu voto neles, então vou votar neles " . Em suma, ausencia de comprometimento para com os sócios , seus eleitores ,  para com o clube e até ausencia de pensamento , com a legitimidade indo para o ralo, naturalmente .
 
         Como mudar ?
 
          Não julgamos que a questão principal esteja na substituição  de alguns  conselheiros por outros , ou seja, não basta realizarmos eleições para mudar isto, uma vez que isto já ocorre religiosamente . Acreditamos que  é o próprio formato das eleições para conselheiro  que é defeituoso em termos de representatividade política .É daí que surgem todos os vícios mencionados . O erro essencial está no fato de  cada sócio  poder votar em  apenas um único candidato a conselheiro .
 
         De fato, o que isto gera ? De início, parte-se do pressuposto implícito  de que cada eleitor necessariamente tem apenas  um único candidato  de sua maior preferencia , como se não fosse possível a alguém ter várias preferencias iguais  em importancia e prioridade ou , o que é mais importante , ao menos ter claro , para si , quais  são  as idéias nas  quais acredita . É por razões  banais como estas ,   que podemos votar na "legenda", em eleições para vereador e deputado .
 
        Em que pese isto já constituir um  tremendo erro  de princípio , temos de considerar o fato de que nosso clube não tem as dimensões de uma cidade , de um estado ou de um país, o que significa que sempre  poderá haver, como tem havido ,  eleitores  que nem podem se dar ao luxo de terem uma " preferencia política maior", pois  estão , desde sempre, comprometidos até o pescoço com algum candidato , reféns eternos de uma situação de " anemia política"  , espécie de  alienados políticos conscientes : quantos  leitores votariam naquele que aqui escreve e não  em seu pai , nem  em seu irmão , nem  naquele conhecido que  arrumou-lhe um bom emprego  , nem naquele velho amigo de Palmeiras  que assinou sua ficha de sócio  ? E como convencer alguém a  não votar   em um candidato com o qual  tem razoável  identificação e simpatia e que , além disso , atendeu a todos os seus pedidos ,  consertando o tapete do vestiário, arrumando o bebedouro da entrada do clube , mudando o horário da aula de futebol do filho  ? Não centenas , mas  milhares de outros exemplos poderiam ser dados , desde um voto dado por  " forte cumplicidade pessoal espiritual e  histórica " até um  " voto relativamente comprado  " ou " comprado em termos " , algo assim : " poxa, esse cara é legal,é simpático ,  eu conheço ele há tanto tempo.... ele tem , eu acho, idéias boas e me ligou pedindo um favor, educadamente ,  e ainda  vai me pagar um  puta jantar. Ah, eu vou votar nele . Vou no Palmeiras só  para votar nele " . Em tempo : mesmo que não da forma clássica e ainda que não assintosamente , é bom lembrar que  o nome disto  , envolvendo ou não dinheiro , é  , e sempre foi , CURRAL ELEITORAL .
 
    Não vamos aqui aprofundar a idéia , mas  o essencial é que , dentro desta configuração eleitoral, os sócios podem estar elegendo pessoas  que jamais seriam eleitas caso os mesmos sócios pudessem  votar em mais nomes.Hoje , candidatos  que teriam  100 ,  200  ou mais  votos , eventualmente  dados , não importando a razão , como segunda ou terceira opção, podem não se eleger  enquanto candidatos com 20 votos se elegem . Certamente alguém dirá : isto é falso pois , mesmo que cada sócio pudesse votar em 3 ou 4 nomes, ninguém teria tantos votos , a diferença não seria tão grande . Também será dito que, como há grupos políticos organizados que se unem para dividir inteligentemente os votos conseguidos ,  a fim de que o maior número possível de candidatos  atinja a" nota de corte" e  entre , sem  atrapalhar uns aos outros , isto não alteraria em nada  a situação : as proporções ficariam mais ou menos iguais .
 
                 E isto, até certa altura , é verdade !   Mas apenas  se confundirmos  causa e efeito , tomando aquela por este : se houvesse a possibilidade de um maior número de votos por sócio , muitos outros candidatos  pótenciais  veriam  chances reais de serem efetivamente  eleitos  e de o serem não só com base em amizades , mas  também com base em argumentos objetivos e racionais  . E começariam a contatar os sócios das mais variadas formas e até de forma autonoma , sem estarem necessariamente vinculados a este ou aquele grupo ( ou feudo , para os mais radicais )  . E os sócios, por sua vez e incluindo também  aqueles que já são reféns , sentiriam-se muito mais  significativos para o futuro do clube, porque livres para expressarem o que pensam . E quanto aos eleitos , estes se sentiriam , inclusive , muito mais obrigados a trabalhar , algo que hoje , pelas razões já expostas , não precisa ocorrer. Realmente, quantos projetos para votação , cada conselheiro eleito  apresentou nos últimos  dez anos ?Temos vergonha de responder , deixando isto registrado para a posteridade . Que o leitor procure a resposta por si !Quanto a  nós, teriamos mais orgulho deste clube ! Traduzindo : pela primeira vez  , teriamos vida política  no Palmeiras e um grau muito maior de legitimidade , o que , com o tempo, naturalmente traria   maior  transparencia  para todos os atos praticados pelo clube.
 
    Com relação aos detalhes envolvidos nesta proposta ( quantos votos por sócio ; se haverá ou não votos de legenda , de " chapa", no caso ; se seria adequado, no caso de um clube,  permitir o voto em  conselheiros de chapas distintas , se haverá  alguma discriminação entre os votos dados  por um mesmo eleitor , etc...), já estamos formatando um texto definitivo a ser enviado a todos . Queremos ouvir as opiniões  . Posteriormente , esperamos contar com o apoio de  muitos para sua protocolação , a fim de que o mesmo possa ser enviado para  votação ,  pelo conselho deliberativo .
 
    É evidente que ninguém ou quase ninguém do Conselho ou já com chances reais para as próximas eleições , gostará desta idéia , pois os riscos inerentes a ela são muitos , embora benéficos para a S. E. Palmeiras . É o tipo de coisa que pode unir , num passe de mágica , situação ( ões) e oposição ( ões) em detrimento , justamente, da S. E. Palmeiras . Porque atinge a espinha dorsal  de toda a estrutura política do clube .  O risco de uma reviravolta geral sem precedentes  , assusta e incomoda muito mais  que tudo , muito mais do que perder eleições . Muitos dirão que o objetivo não declarado é levar o Palmeiras ao caos ou coisa até bem  pior. Mas democracia é isto : quanto mais respeitamos as pessoas, quanto mais legitimidade alcançamos e  quanto mais  a liberdade e  a igualdade  se fazem presentes  ,  maior é a confusão .E quando isto  envolve o  amor  que  sentimos  por nosso clube ?  Novos e diferentes  riscos surgem . Lida-se com o imprevisível . Não poderia ser diferente !    Mas é justamente por isto que  a democracia exige trabalho e responsabilidade . Não basta mudarmos as regras : as pessoas já estabelecidas politicamente , dentro da atual estrutura, teriam de trabalhar para se manterem e muitas certamente se manteriam, com méritos  . Leia-se : teriam de mostrar valor , teriam de comprovar sua  legitimidade ; teriam , enfim, de se mostrar à altura da S.E. Palmeiras , o que sempre seria um empecilho para aventureiros de última hora  . Hoje, simplesmente  não há condições plenas para que isto ocorra , de modo que , talvez , até haja , ironicamente ,  " aventureiros de longa data".
 
           Se o que propomos  é o caos , que seja : caos bem pode ser o nome dado por aqueles que , acima de tudo, apenas querem seu lugar ao sol ; vale dizer, dentro de algum feudo ,  mesmo que pensem que isto possa , de alguma forma ,  ser  compatível com os interesses do clube . Preferimos o " caos "  à morte .  O " feudalismo" , seja sob a forma de  coesos grupos xiitas ou mediante conselheiros  que  " são donos" de  certo número de eleitores , poderá implodir ( mais) o Palmeiras  ao longo do tempo . O mesmo se aplica a atual discussão sobre eleições diretas para presidente , proposta com a qual concordamos  , por não vermos a menor possibilidade  técnica e também  prática , de virmos a eleger um presidente não palmeirense ou anti palmeirense . 
 
          A plena transição do feudalismo para o renascimento e daí para a idade moderna  , foi , não é novidade , muito  demorada e  sofrida . Como sempre ,  um drama histórico sem precedentes  e , talvez o principal , marcado por injustiças e  barbáries inomináveis . Como será esta outra  transição , a  que precisamos efetuar para renascer?
 
Ricardo Labbate
 


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